Nesse artigo, vou explicar para vocês, com total base no Informe Mensal e no Relatório Gerencial dos meses de março até maio, e vou resumir de forma otimizada tudo sobre o que aconteceu. Eu sou Ytalo, e você está na BitByte Infinite Profit, seja bem-vindo!

A recente queda do VGHF11 foi puxada, principalmente, pela redução na distribuição de dividendos, pela queda da receita recorrente e por episódios pontuais de inadimplência na sua carteira de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) — para quem não sabe o que são CRIs, tenho outros artigos falando melhor sobre isso, dá uma olhada aí.

Os principais fatores que explicam esse movimento incluem:

Dividendos em Queda

Dividendos em queda: O fundo passou a pagar R$ 0,07 por cota. Embora tenha se estabilizado nesse valor, ele representa o menor patamar histórico do fundo. Essa redução diminuiu a atratividade de curto prazo, levando muitos investidores a realizarem vendas.

A queda dos dividendos do VGHF11 se consolidou no patamar de R$ 0,07 por cota, o menor valor de distribuição de toda a história do fundo. Como possuo mais ou menos R$ 10.000 investidos nele, essa redução impacta diretamente o meu bolso mês a mês.

O topo dos dividendos: Em períodos anteriores, o fundo chegou a pagar R$ 0,12 ou R$ 0,13 por cota. Eu recebia cerca de R$ 133,00 a R$ 144,00 por mês. Não tenho certeza, tenho que dar uma olhada no meu Nubank, mas é por aí.

Mas enfim, a realidade atual: Com a distribuição estacionada em R$ 0,07, as mesmas cotas geram hoje R$ 77,77 por mês para mim.

Isso representa uma perda de quase metade da minha renda mensal com esse fundo. Veja abaixo os três principais motivos técnicos que explicam essa queda.

Inadimplência e “Calotes” na Carteira (Renda Fixa Comprimida)

O VGHF11 funciona como um fundo de papel que compra dívidas imobiliárias (CRIs). Algumas empresas que pegaram esse dinheiro emprestado com o fundo deixaram de pagar. O caso mais grave foi o do CRI Selina, que sofreu calote e obrigou o fundo a reduzir o valor do ativo a zero em seu balanço, além de atrasos no CRI Guaicurus. Sem receber os juros dessas dívidas, sobrou menos dinheiro para distribuir aos cotistas.

A Redução do “Giro de Carteira”

No passado, a gestão da Valora Investimentos ganhava muito dinheiro comprando cotas de outros fundos imobiliários baratos e vendendo-as assim que subiam (ganho de capital). Com o mercado de fundos imobiliários em queda geral nos últimos meses, a gestora não consegue mais vender ativos com lucro. Sem esse “lucro extra” das vendas rápidas, o dividendo ficou dependente apenas dos juros dos CRIs, que já estavam prejudicados.

Mudança de Perfil e Custos Elevados

O fundo aumentou sua aposta em ações e fundos imobiliários mais arriscados para tentar compensar as perdas. Porém, essa movimentação gerou mais custos de transação e taxas. Além disso, o mercado começou a criticar o fundo por comprar cotas de outros fundos da própria gestora Valora, o que gerou desconfiança e reduziu a atratividade do papel.

O lado positivo (para quem compra agora)

Embora quem comprou o fundo caro esteja recebendo menos, a queda drástica no preço da cota de mercado para a faixa dos R$ 5,88 criou uma distorção:

Quem compra a cota hoje por R$ 5,88 e recebe R$ 0,07, garante um retorno mensal (Dividend Yield) de 1,12% ao mês.

1,12% ao mês

Isso mostra que o dividendo atual só é ruim para o investidor antigo que pagou caro pela cota. Para quem entra agora, o retorno percentual ainda é competitivo perante o mercado.

Sabendo o impacto real no seu bolso, o que você prefere fazer com o fundo agora?
Deixa aí nos comentários abaixo para a gente saber.

Vamos falar um pouco mais sobre (o que foi o que mais me deu dor no estômago): Problemas de crédito: A carteira do VGHF11 possui ativos de maior risco, e o mercado foi pressionado por casos de inadimplência em alguns papéis, como os CRIs Selina (que chegaram a ser marcados a zero) e atrasos no CRI Guaicurus.

Os problemas de crédito são o principal motivo de preocupação para quem investe no VGHF11, incluindo eu com meus R$ 10.000 aplicados.

Como o VGHF11 é um fundo “multi-estratégia” que investe muito em papéis de dívida imobiliária (os chamados CRIs), ele funciona como um banco que empresta dinheiro para empresas do setor imobiliário. O problema recente é que algumas dessas empresas deixaram de pagar as parcelas da dívida.

Veja se consegue entender, de forma simples, quais foram os principais “calotes” e atrasos que prejudicaram o fundo.

O Caso do CRI Selina (O maior prejuízo)

A rede de hotéis e hostels Selina enfrentou uma grave crise financeira global e entrou em recuperação judicial.

Resumão do que aconteceu: A empresa parou de pagar as parcelas do financiamento imobiliário.

O impacto no fundo foi que, diante da gravidade da situação, a gestora do VGHF11 precisou fazer o que o mercado chama de “provisão”. Ela teve que marcar o valor desse ativo como zero no balanço do fundo.

A consequência foi que todo o dinheiro que o fundo esperava receber desse projeto desapareceu do caixa, cortando direto a renda que seria usada para pagar os seus dividendos.

Atrasos e Reestruturações (CRI Guaicurus e outros)

Além do caso Selina, o VGHF11 enfrentou problemas com outras dívidas da sua carteira, como o CRI Guaicurus.

O que aconteceu foi que o tomador do empréstimo começou a atrasar os pagamentos e a pedir mais prazo para conseguir quitar as parcelas.

O impacto no fundo foi que, quando uma empresa pede para mudar as regras do pagamento (reestruturação), o fundo para de receber os juros combinados por um tempo ou aceita receber menos. Isso reduz a previsibilidade do dinheiro que entra todo mês.

O risco do perfil “High Yield”

Para conseguir pagar dividendos muito altos no passado, o VGHF11 adotou uma estratégia chamada High Yield (Alto Rendimento).

Na prática, isso significa emprestar dinheiro para empresas com maior risco de crédito ou para projetos que bancos tradicionais evitaram financiar.

Enquanto a economia vai bem, essas empresas pagam juros muito altos, e o fundo lucra muito. Porém, quando os juros do país (taxa Selic) continuam altos por muito tempo e o mercado imobiliário aperta, essas empresas mais frágeis são as primeiras a quebrar ou atrasar pagamentos.

O que a gestão está fazendo?

A gestora Valora Investimentos tem trabalhado ativamente para tentar resolver esses problemas com as seguintes gambiarras:

Execução de garantias: Em alguns casos, o fundo tenta tomar os imóveis que foram dados como garantia dos empréstimos para vendê-los e recuperar o dinheiro.

Negociação de prazos: A gestão aceita repactuar as dívidas para garantir que as empresas voltem a pagar, mesmo que em um ritmo mais lento.

Redução de riscos: O fundo tem tentado selecionar novos ativos com perfis um pouco mais seguros para diluir o peso desses investimentos que deram problema.

O que vocês vão fazer para proteger o patrimônio de vocês? Essa é uma pergunta que demanda um certo nível de estratégia, diz aí nos comentários.

Nós devemos analisar se o fundo tem garantias reais suficientes (como imóveis físicos) para cobrir essas perdas no futuro. Aí a gente vê se vale a pena continuar ou a gente para por aqui mesmo.

Por isso sua carteira tem que ter fundos mais defensivos (perfil High Grade), que correm menos risco de calote.

Aumento da Renda Fixa

O que mais pode intrigar muito vocês é: Aumento da Renda Fixa: Como fundo de “papel” com perfil multiestratégia, o fundo sofre a influência direta das taxas de juros (como a Selic e o CDI). Com a manutenção de taxas elevadas, investimentos seguros de renda fixa acabam competindo com os FIIs e atraindo o capital dos investidores, causando pressão vendedora no IFIX.

O aumento e a permanência das taxas de juros elevadas na economia geram o chamado “efeito concorrência”, que é um dos motivos centrais para a desvalorização do VGHF11 na Bolsa.

Quando a renda fixa tradicional (como o Tesouro Direto, CDBs e LCIs) passa a pagar taxas muito altas com risco quase zero, o mercado financeiro inteiro sofre uma reconfiguração. Entenda como isso afeta diretamente o seu dinheiro no VGHF11 em três pontos principais:

A fuga dos investidores para o Tesouro Direto

Com os juros básicos do país (taxa Selic) elevados, os investimentos de renda fixa passam a garantir retornos muito seguros e previsíveis.

O comportamento do mercado seria que muitos investidores olham para o VGHF11 — que envolve o risco de calotes no mercado imobiliário e oscilação de cotas — e pensam: “Para que correr riscos na Bolsa se o Tesouro Direto ou um CDB do banco está pagando ótimos juros de forma garantida?”

A consequência é que ocorre um movimento massivo de venda de cotas de fundos imobiliários por todo o mercado. Essa pressão de venda faz o preço da cota do VGHF11 despencar.

A “Abertura da Curva de Juros” e o Valor Patrimonial

A renda fixa também dita o preço dos títulos de dívida (CRIs) que o fundo carrega dentro da carteira. O VGHF11 possui muitos papéis atrelados à inflação (IPCA + uma taxa fixa).

É aqui que a Marcação a Mercado entra. Quando a expectativa de juros futuros do país sobe, os títulos antigos que o fundo já tinha em carteira passam a valer menos no papel (pois o mercado agora exige taxas maiores para novos títulos).

A consequência seria de que isso causa uma desvalorização contábil nos ativos do fundo, puxando para baixo o valor patrimonial da cota.

A reação do fundo: Reforço na Renda Fixa

Para tentar proteger o patrimônio e estabilizar o caixa, a própria gestão do fundo precisou mudar de postura recentemente.

A estratégia seria: o fundo reduziu algumas operações de maior risco na Bolsa e voltou a reforçar suas compras em ativos de renda fixa tradicionais.

O objetivo seria buscar aproveitar as taxas altas atuais para travar rendimentos mais seguros para o futuro, tentando dar mais previsibilidade para os dividendos que hoje estão estacionados em R$ 0,07.

O resumão do cenário para vocês:

O aumento da renda fixa no país gera um paradoxo para o VGHF11: ao mesmo tempo em que derruba o preço da cota na Bolsa por causa da concorrência, ele permite que a gestora encontre novos títulos de dívida pagando juros mais altos para reestruturar a carteira de longo prazo.

Aqui vai o ouro desse artigo que muito de vocês vão amar saber, que é o Giro de Carteira: A alta rotatividade de ativos na tentativa de manter a rentabilidade gerou maiores custos e perdas, o que comprimiu a receita recorrente e resultou em um forte desconto no preço da cota em relação ao seu valor patrimonial.

O giro de carteira refere-se ao ato de o fundo comprar e vender ativos de forma rápida. O objetivo é lucrar com a diferença de preço, gerando o chamado ganho de capital.

No passado, essa estratégia era o grande “motor” dos dividendos altos do VGHF11. No entanto, nos últimos tempos, esse motor falhou, tornando-se um dos motivos da queda do fundo.

Entenda como o giro de carteira funcionava e o que mudou no cenário recente:

Como o giro gerava dividendos altos (O passado)

O VGHF11 é um fundo multiestratégia. Ele não vive apenas dos juros dos CRIs. A gestão usava uma parte relevante do dinheiro para:

Comprar cotas de outros FIIs que estavam muito baratos.

Aproveitar ofertas de mercado para adquirir ativos com desconto.

Vender logo em seguida, assim que o preço subia um pouco.

Esse lucro rápido (ganho de capital) entrava direto no caixa do mês e era distribuído para você na forma de dividendos gordinhos (aqueles R$ 0,12 por cota).

Por que o giro parou de funcionar? (O cenário recente)

Com a alta dos juros e a crise geral no mercado de fundos imobiliários (IFIX pressionado), quase nenhum fundo imobiliário subiu de preço.

Falta de oportunidades: Sem fundos se valorizando na Bolsa, a gestora perdeu a capacidade de vender ativos com lucro.

Carteira “presa”: O fundo ficou com muitas cotas de outros FIIs desvalorizadas na carteira. Se vendesse naquele momento, registraria prejuízo invez de lucro.

Resultado: O ganho de capital secou. Sem o lucro do giro, o rendimento do fundo passou a depender apenas dos juros dos CRIs (que, como vimos, também enfrentavam problemas de calote).

O custo do giro de carteira alto

Girar muito a carteira é uma estratégia que tem dois lados. Quando o mercado vira, os pontos negativos aparecem:

Custos de transação: Cada compra e venda na Bolsa gera taxas de corretagem e custos operacionais. Se o fundo gira muito e não obtém lucro, esses custos pesam contra o patrimônio.

Imprevisibilidade: Um fundo que depende do giro de carteira é menos previsível do que um fundo tradicional. Os dividendos passam a depender da habilidade da gestão de “acertar o momento do mercado”, e não de contratos firmes de aluguel ou juros.

O que esperar daqui para frente?

Como o mercado de capitais travou para o ganho de capital, a gestora vem reduzindo o ritmo de giro e focando em carregar os ativos de renda fixa por mais tempo para estabilizar o fundo. O dividend yield atual de quem compra o fundo hoje na casa dos R$ 5,88 ainda fica atraente (cerca de 1,12% ao mês), mas o investidor precisa ter em mente que o fundo perdeu aquela capacidade de dar “sustos positivos” com dividendos inflados pelo giro de carteira.

Continue Aprendendo Sobre Fundos Descendentes!

Agora que você já entendeu tudo sobre as dores e os calotes na carteira do VGHF11, que tal analisar como a queda nos preços afeta outros dois queridinhos do mercado financeiro?

Preparei um artigo completo e detalhado analisando a situação do CPTS11 e do XPLG11. Descubra os motivos exatos de estarem sendo negociados abaixo do seu real valor de patrimônio e se representam uma oportunidade ou armadilha!

Entendendo o Desconto: Por que o CPTS11 e o XPLG11 negociam abaixo do valor patrimonial?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *